sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Margarida Pinto - Apontamento



A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada, descuidada.
Caiu, e eu fiz-me em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
E os deuses que há debruçam-se da escada.
Para ver o que a criada fez de mim
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
E os deuses que há debruçam-se da escada
E sorriem à criada
Não se zanguem com ela.
São tolerantes...

A minha alma partiu-se como um vaso vazio
Caíu, partiu-se, caíu
A minha alma partiu-se como um vaso vazio
Caíu, partiu-se, caíu

O que era eu, o que era eu?
Um vaso vazio
O que era eu, o que era eu?

Alastra a escadaria atapetada de estrelas.
Ao fundo um caco brilha entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
E os deuses olham-o por não saber por que ficou ali.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.

O que era eu, o que era eu?
Um vaso vazio
O que era eu, o que era eu?
Ai, o que era eu, o que era eu?
Um vaso vazio
O que era eu, o que era eu?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Foi Deus_Amália Hoje_videoclip oficial



Não sei, não sabe ninguém
Porque canto fado, neste tom magoado
De dor e de pranto . . .
E neste tormento, todo sofrimento
Eu sinto que a alma cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus, que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas, deu ouro ao sol e prata ao luar
Ai, foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu luto as andorinhas
Ai . . .deu-me esta voz a mim

Se canto, não sei o que canto
Misto de aventura, saudade, ternura, e talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando, se tem um desgosto
E o pranto no rosto nos deixa melhor
Foi Deus, que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul as ondas do mar
Ai foi Deus, que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai ... e deu-me esta voz a mim

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sean Rieley & The Slow Riders - This Woman



This woman is crazy
Comes around now and then
And shouts some words at me.

I can't remember where we met
Up north near the border
Or down south by the sea.

She's wrong most of the times
But it's times when she's right
She really gets to me.

So I pray
Not to see her again
Everytime she comes around

But I know it's not gonna be easy

I don't know where she is
I don't know where she is now.

She always finds a way to find me
I can't run away, there's no way out
No way I'm gonna stay, another day.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE FOTOGRAFIA EM CUSTÓIAS



























Adelino Marques
Ana Costa
Ana Salão
António Bastos
Armindo Moreira
Carlos Costa
Helder Mau
Henrique Raposo
Hugo Pires
José Eduardo Andrade
José Magalhães
Luis Raposo
Manuela Vaz
Miguel Duarte
Paulo Teixeira
Rodrigo Raposo
Rui Noronha
Sérgio Carvalho
Sérgio Nunes
Verónica Meireles

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mostra de Fotografia_ Rua do Ferraz 38
























É já no próximo sábado dia 7, que será inaugurada na Rua do Ferraz,
38, uma mostra colectiva de fotografia integrada no ciclo de
exposições que estamos a promover nesta cidade do Porto.
Desta vez e até ao dia 21 de Novembro, poderão ser vistos alguns
trabalhos de:
- JOSÉ MAGALHÃES
- NUNO FONSECA
- MANUELA VAZ
- SÉRGIO CARVALHO
- VERÓNICA MEIRELES
que gostariam de vos ter presentes na inauguração que se realizará
pelas 15 horas.
.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Minha culpa
















Minha culpa

Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem...
Sou um reflexo... um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...

Sou um verme que um dia quis ser astro...
Uma estátua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor...

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador...

Florbela Espanca

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Come what may...



Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
Want to vanish inside your kiss
Every day I love you more and more
Listen to my heart, can you hear it sings
Come back to me, and forgive everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time

[Chorus:]
Come what may
Come what may
I will love you until my dying day

Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
It all revolves around you
And there's no mountain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
Storm clouds may gather
And stars may collide
But I love you until the end of time

[Chorus]

Oh, come what may, come what may
I will love you, I will love you
Suddenly the world seems such a perfect place

[Chorus]

domingo, 4 de outubro de 2009

Sometimes I need some time...all alone




When I look into your eyes
I can see a love restrained
But darlin' when I hold you
Don't you know I feel the same
'Cause nothin' lasts forever
And we both know hearts can change
And it's hard to hold a candle
In the cold November rain
We've been through this such a long long time
Just tryin' to kill the pain
But lovers always come and lovers always go
An no one's really sure who's lettin' go today
Walking away
If we could take the time to lay it on the line
I could rest my head
Just knowin' that you were mine
All mine
So if you want to love me
then darlin' don't refrain
Or I'll just end up walkin'
In the cold November rain

Do you need some time...on your own
Do you need some time...all alone
Everybody needs some time...on their own
Don't you know you need some time...all alone
I know it's hard to keep an open heart
When even friends seem out to harm you
But if you could heal a broken heart
Wouldn't time be out to charm you

Sometimes I need some time...on my own
Sometimes I need some time...all alone
Everybody needs some time...on their own
Don't you know you need some time...all alone

And when your fears subside
And shadows still remain, ohhh yeahhh
I know that you can love me
When there's no one left to blame
So never mind the darkness
We still can find a way
'Cause nothin' lasts forever
Even cold November rain


Don't ya think that you need somebody
Don't ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You're not the only one
You're not the only one